

134 anos ao serviço da população
Para além do grande actor, de inúmeros filmes dos anos de ouro do cinema português, António Silva teve, durante 36 anos de serviço efectivo, ao serviço dos Bombeiros Voluntários da Ajuda.
Assim, entra para esta corporação a 1 de Dezembro de 1905, como bombeiro de 3ª classe e aqui evoluiu na carreira de bombeiro, passando pelos postos de 2ª classe em 1921, 1ª classe em 1922, adjunto de comando em 1929 e comandante em 1932 e, a 30 de Abril de 1941, passa para o Quadro de Honra como comandante.
Como bombeiro e comandante, foi disciplinado, corajoso, altruísta e muito disciplinador, nunca deixando que pusessem em prática acções que viessem a prejudicar a honra e a dignidade do bombeiro. Certa vez, o Comandante António Silva ia a descer a rua e reparou que os elementos do piquete estavam todos na tasca. Quando os elementos chegaram ao quartel, a pedido do Comandante, foram mandados para casa com um processo disciplinar e com pena de suspensão de 10 dias. António Silva argumentou que os bombeiros de serviço têm que honrar a farda e não dar razões para serem falados.
Nunca deixando a sua função de comandante, nem mesmo em trabalho, levava sempre consigo o seu capacete e machado e, enquanto trabalhava no Parque Mayer, aconteceu um episódio caricato, saiu a meio de um quadro da revista, vestido de sopeira para um incêndio na baixa pombalina, ao chegar lá todos pensaram que se tratava de uma senhora, e quando o chefe do regimento ia para chamar a atenção reparou que se tratava de António Silva.
Tendo dedicado parte da sua vida aos bombeiros, recebeu várias condecorações e louvores tais como:
- Medalha de Prata de Mérito, Filantropia e Generosidade;
- Medalha Rainha D. Maria II (1930);
- Grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência (1936);
- Louvor recebido por parte do Comando do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa (1910), actual Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, em que se lê: “Pela coragem demonstrada na saída para um incêndio manifestado na noite de 5 do corrente mês (implantação da República) durante o tiroteio, expondo a vida em cumprimento do dever, apesar da passagem lhe ter sido interceptada pela força armada”;
- Medalha de Mérito Municipal (1967).


